
* Falar que o nu feminino está em alta parece dispensável, porque mulher pelada é a saída que muitos publicitários encontram pra vender “n” tipos de produtos já há algum tempo. Peitos e bundas são elementos comuns em páginas de revistas e outdoors. Mesmo o público feminino já se habitou com as imagens insinuantes dos corpos das mulheres mais boazudas exibidos por aí. Porém, a nu hoje têm sido revitalizado por meio dos shows de striptease realizados também fora das “zonas” e das sessões “adults only”.
As stripers, que também se auto denominam “pin ups” quando usam o figurino 50´s, ressurgem sob os olhares menos moralistas do público pop atual e aproveitam para ganhar dinheiro incrementando diferentes casas noturnas e shows. Pegando embalo nesse hit, quando “a montanha não vai até Maomé”, outras baladas têm sido transferidas para “americans bars” desativados.

Novidade? Apenas para agora, assim como todo modismo contemporâneo. A fonte da qual essa tendência bebe, o burlesco, já era alimento para o lazer e para a moda no século dezenove. Os primeiros atos públicos que mostravam mulheres retirando suas roupas apareceram no ano de 1870, na capital francesa após a invasão germânica. Na década seguinte, ano em que o romance “Nana” de Émile Zola foi publicado, nus performáticos, danças do ventre e shows de cancan começaram a fazer parte dos teatros dos boulevares. No entanto, a partir de 1890 essas cenas passaram ser mais freqüentes nos bórdeis teatrais, assim como mostram algumas imagens da Rue des Moulins freqüentada pelo artista Henri Toulouse-Lautrec. As feiras artísticas do Montmartre também exploravam o tirar a roupa feminino em meio às paródias teatrais e como conseqüência da boemia. Mas a primeira striptease a ser realizada foi mérito da cantora Yvette Guilbert em 1893, no music hall Le Divan Japonais. Durante seu espetáculo, o “Le Coucher de Yvette”, a cantora retirava peça por peça em seu quarto e ao som de um piano de caldas e dava o formato da stritease que conhecemos hoje.

*ver mais no livro “Striptease: the untold history of the girlie show” de Rachel Shteir, 2004.
Por Gabi Duarte, correspondente de SP, do blog http://www.innaugustastyle.blogspot.com/