Inna Barbie World por Gabi
* Sobre o mundo das estrelas do cinema, Guilles Lipovetsky (1989)* acredita que é esse o “local” perfeito para que a moda brilhe com todo o seu esplendor. A sedução é a chave desse que sequer é um universo real, mas que, exatamente por ser “mágico”, atrai tantos olhares.
Revistas e sites de moda são um prato cheio para aqueles que gostam de saber quem é quem e, o principal, quem usou o que. Pouco se fala de tendência sem tomar emprestado o nome de alguma celebridade para comprová-la. Nomes que vêm e vão, e que todo fashionista é praticamente obrigado a saber o que significam e o que vestem no mundinho hype e nos tapetes vermelhos do mainstream.
Às vezes as pessoas viram celebs simplesmente por serem celebs! De repente aparece alguém com um nome que você nunca viu e a dúvida que se tem é: “o que essa pessoa fez?”. Muitas vezes a resposta é insuficiente para que você creia na importância de tal pessoa, mas, de fato, ela o é. Famosos ficaram alguns que namoraram famosos, que traíram famosos ou que simplesmente foram flagrados como agentes de uma traição. Celebridades podem vir de reality shows, de noticiários policiais e mesmo da ação certeira de empresários. Todavia, quase todos são conhecidos pelos diversos ouvidos metropolitanos que, apurados, captam imagens e frases dispensáveis, mas incessantes.
A moda é a maior vítma (que ironia) do celeb world porque seu sistema necessita de um pouco de “ilusão” – elemento chave para crermos na perfeição dos corpos e no glamour da moda. Como bem observou Lipovestky:
“Foco de moda, a estrela é ainda mais, nela mesma, figura de moda enquanto ser-para-sedução, quintessência moderna da sedução. O que a caracteriza é o charme insubstituível de sua aparência, e o star system pode ser definido como a fábrica encantada de imagens de sedução”.
*Gilles Lipovestky é filósofo contemporâneo e francês, já publicou títulos como: O Império do Efêmero: a moda e seu destino nas sociedades modernas (1989), A Era do vazio: ensaio sobre o individualismo contemporâneo (2005), Do luxo sagrado ao luxo democrático (2006).
Por Gabi Garcez do Innaugustastyle.




